Márcia Pinheiro: análise sobre Covid-19 e o poder da primeira-dama

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Sonia Fiori – Da Editoria

Em meio a um ambiente marcado pelas medidas de prevenção e combate ao coronavírus, que alterou drasticamente o formato da gestão pública, leia-se diretamente no campo da saúde pública, o papel da assistência social assumiu, mais uma vez, o “braço forte” na plataforma de apoio à população – principalmente a que se encontra no grupo de vulnerabilidade.

Em Cuiabá, uma matriz estratégica é liderada pela primeira-dama, Márcia Pinheiro, que nesta entrevista especial ao FocoCidade, destaca a importância de serem seguidas à risca as recomendações e normas da Organização Mundial da Saúde – OMS e do Ministério da Saúde – MS.

A entrevista foi concedida recentemente, no Palácio Alencastro – sede da prefeitura, antes da saída de Luiz Henrique Mandetta do comando do Ministério da Saúde.

Cuiabá, que estuda em debates com segmentos como o comércio e indústria o retorno gradativo do funcionamento de estabelecimentos no município – sendo exceção os serviços considerados essenciais – mantém o tom de alerta sobre os efeitos nefastos da pandemia sobre a saúde da sociedade – optando como acentua Márcia Pinheiro, pelas diretrizes que prezam pela “vida”.

A primeira-dama, que poderá assumir a Secretaria da Mulher – dando sequência à série de projetos na área com destaque sobre o Programa Qualifica Cuiabá, faz questão de frisar sua posição sobre o eventual projeto à reeleição do prefeito Emanuel Pinheiro, mas asseverando que “cabe ao gestor a decisão”.

Esses e outros tópicos – também na seara da Covid-19, são pontos de avaliação de Márcia Pinheiro – como as políticas desenvolvidas em sintonia da rede que atua no enfrentamento à violência contra a mulher – com referências na área como a desembargadora Maria Erotides Kneip.

Confira a entrevista na íntegra:

Estamos em meio à pandemia. Como vem sendo tratada na área social?

Nós estamos fazendo várias ações. Estamos cuidando que as pessoas no contexto de vulnerabilidade social, e não somente os moradores de rua mas também estamos atendendo os ambulantes, os que vendem mercadoria, que vendiam salgados, taxistas. Então estamos servindo em média 450 refeições diárias, servimos também na Páscoa, para que a gente possa amenizar esse momento, porque além do enfrentamento do Covid-19 nós temos também a questão da fome. E isso é tão grave quanto o Covid, porque nós não podemos deixar as pessoas desamparadas neste momento. Hoje fizemos uma ação, através do Fundo Social, doamos para a Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Econômico, com a secretária Débora, 1,2 mil cestas básicas para atender os feirantes, vendedores ambulantes e também para que a gente possa amenizar esse sofrimento nesse momento que eles estão sem trabalho.

Como a prefeitura vem lidando com essa questão, considerando que esse quadro aflorou ainda mais o campo das ações com imigrantes?

As ações nós estamos há três anos e meio fazendo. Nós estamos apenas intensificando. Temos parceria com a Pastoral do Migrante, nós estamos dando todo apoio para que esses imigrantes tenham um aconchego, um apoio nesse momento, tem várias pessoas que moram lá e fizemos várias ações lá dentro. Como eu disse, nós temos moradores efetivos de rua somente 170, aliás, somente ‘não’, era para não ter nenhum, mas é algo que não depende somente da prefeitura, não depende só de nós, mas também estamos providenciando um apoio em que eles vão ser resgatados para que fiquem durante esse tempo num local seguro, adequado, com todo apoio de alimentação, psicossocial para que possamos ajudá-los nesse momento tão difícil do qual todos nós estamos vivendo.

Eu sempre falo que Cuiabá nunca mais será a mesma depois do Qualifica Cuiabá, do empoderamento que pudemos oferecer.

Uma pontuação sempre colocada. A primeira-dama vai ou não aceitar assumir a Secretaria da Mulher?

Na realidade, eu gostaria muito. Nós já fazemos várias ações para as mulheres na questão do combate à violência doméstica. Nós inauguramos recentemente a Casa de Amparo que eu sempre falo que ali não é a causa, ali é a consequência. Estamos apoiando somente a consequência, e precisamos trabalhar também a causa. Então voltando um pouquinho na casa, nós fizemos o Qualifica Cuiabá que é um programa que nos surpreendeu muito porque esse programa, no primeiro momento quando criamos, era para poder dar cursos de qualificação para as mulheres, jovens e homens também, mas focando bastante na questão das mulheres. Naquele primeiro momento nós queríamos qualificá-las mas as ações foram ampliadas somando mais de 40 cursos entre panificação, costura, doces, confeitaria e tantos outros. E através do programa Qualifica Cuiabá, nós vemos vários relatos de o tanto que esse programa mudou a vida, principalmente das nossas mulheres na Capital. Mulheres que dependiam totalmente dos seus maridos e com esses cursos elas puderam confeccionar, produzir doces, salgados, pães e começaram a vender, começaram a ter renda própria e com isso não mais depender dos seus maridos violentos.

Conquistaram uma independência financeira…

Puderam com isso ter a sua liberdade econômica para que elas mudassem a realidade. Têm mulheres que curaram a depressão porque tiveram um incentivo, porque só a expectativa de fazer o curso, de conversar com as muitas amigas que elas fizeram amizades eternas. Por mais que a gente saiba que uma só não vai poder resolver o problema da outra, mas aquele momento de conversar, de poder colocar o seu problema, de ter o apoio, porque só de saber que ela vai desabafar, isso mudou a vida delas. Foi uma grande satisfação, e as vezes não tínhamos noção disso tudo, e no decorrer do programa é que a gente foi vendo isso, de mulheres bem-sucedidas, empoderadas, porque não tem nada mais digno do que o trabalho. Não tem nada mais digno do que você poder cuidar dos seus filhos e a gente sabe, e eu sou mãe, que por filhos a gente faz tudo. Eu sempre falo que Cuiabá nunca mais será a mesma depois do Qualifica Cuiabá, do empoderamento que pudemos oferecer, as oportunidades que pudemos oferecer para essas mulheres, jovens e homens também nesses mais de 40 cursos diversos. Então foi uma realidade que nós conseguimos ajudar a mudar tudo isso. Foi muito importante, estou muito feliz com isso e tenho certeza que cada vez mais, com essas políticas públicas voltadas para as pessoas na nossa Capital, Cuiabá não será mais a mesma.

A Secretaria, no momento eu penso e já pensei muito em aceitar, porque a gente já vem fazendo esse trabalho na realidade.

E a secretaria?

A Secretaria, no momento eu penso e já pensei muito em aceitar, porque a gente já vem fazendo esse trabalho na realidade. Na verdade, iríamos nos efetivar no cargo, mas em breve estarei decidindo se serei ou não secretária.

Existe uma tendência?

De uma certa forma eu gostaria, mas estou analisando os prós e contras para que realmente possa tomar essa decisão nos próximos dias.

As pessoas estão confundindo, ‘ah o prefeito quer que as pessoas parem de trabalhar, fiquem em casa’. Não é isso.

A senhora falou da questão do trabalho da política pública de combate à violência contra a mulher. Os números assustam mesmo com todo o aparato de hoje, em relação ao Estado e municípios. O que é necessário fazer para avançar, considerando toda a formação de rede e com alinhamento às ações desenvolvidas pela desembargadora Maria Erotides Kneip. É uma questão também de ordem familiar?

Sim, com certeza, social e principalmente agora nesse momento de pandemia, onde as pessoas estão sendo orientadas a ficar em casa, isso não é uma decisão do prefeito Emanuel Pinheiro, da primeira-dama Márcia Pinheiro. Isso é uma decisão da OMS (Organização Mundial da Saúde), do Ministério da Saúde. As pessoas estão confundindo, ‘ah o prefeito quer que as pessoas parem de trabalhar, fiquem em casa’. Não é isso. É uma determinação que nós estamos tentando cumprir para proteger os cidadãos e também a gente precisa muito focar, para que as pessoas observem o fato de essas mulheres estarem em casa. Precisamos que as pessoas, os vizinhos, a família observe se a mulher está sendo violentada, está sendo vitimizada por seus maridos nesse momento. Ainda não tenho dados concretos sobre Cuiabá, mas já estava conversando numa reunião recente, em que eu estava vendo que em São Paulo cresceram 51,7% os casos de violência doméstica devido às pessoas terem que ficar em casa. Então é um dado bastante monstruoso, digamos assim, porque aumentou muito essa violência, e nós estamos tomando algumas medidas principalmente para fazer com que as mulheres denunciem para que a gente possa ajudá-las nesse momento. Nós temos a Casa de Amparo que entregamos no ano passado, uma casa totalmente reformulada, inclusive com todo apoio psicossocial, pedagógico para as nossas crianças, para as mães que vão com suas famílias nesse momento tão difícil que estão passando. Quando elas são acolhidas através do Judiciário, da Vara da Violência Doméstica, dr. Jamilson Haddad (juiz Jamilson Haddad Campos), dra. Gracieli (juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa), a desembargadora Maria Erotides Kneip, todos têm feito um grande trabalho nessa área. Essas mulheres quando são acolhidas, que seja com todo amor e carinho. Elas estão passando um momento muito difícil com seus filhos. Imagina você ter que sair do seu lar, da sua casa e ter que ir ali, não se sabe por quantos dias, meses até, com seus filhos. É uma realidade dura e fizemos aquela casa com todo amor e carinho para que enquanto elas estiverem ali, estarem recebendo todo o nosso apoio, estar recebendo curso de qualificação, para que quando elas saírem possam ter seu sustento gerado, para que não dependam mais de seus maridos. Essas são algumas políticas públicas que estamos fazendo, e queremos avançar ainda mais em programas que estamos lançando nessa semana e na próxima semana para que a gente possa cuidar ainda mais das nossas mulheres.

Não é uma prática de Cuiabá. Estudos já mostraram que países que obedeceram isso, que tiveram esse isolamento social precocemente, evitaram muitas mortes.

A senhora citou essa questão econômica, e nesse sentido, sabe-se que no atual quadro da pandemia segmentos tem conversado com a prefeitura e é considerado estudo. Como avalia esse eventual retorno gradativo do funcionamento de estabelecimentos principalmente o comércio e indústria na Capital.

Na realidade não pode ser uma opinião pessoal minha. Se dependesse somente da Márcia, do Emanuel, com certeza não teríamos fechado. Só que existe uma recomendação de isolamento social no mundo inteiro. Não é uma prática de Cuiabá. Estudos já mostraram que países que obedeceram isso, que tiveram esse isolamento social precocemente, evitaram muitas mortes. Muitas vidas foram salvas com esse isolamento social. Se nós estamos certos ou errados, ali na frente a gente vai saber. Mas pelos estudos, pela indicação, e eu estava vendo uma referência na Itália, mas uma autoridade se arrependeu, e veio a público e disse que se arrependeu de não ter feito o isolamento social naquele momento, porque ele achou que era uma gripe (sazonal), um resfriado qualquer, não deram a devida importância a essa pandemia. A Suécia também, eu estava vendo que também não acatou o isolamento social e hoje também está arrependida porque já tem inúmeras mortes lá e estão fazendo isso agora. Não é uma decisão pessoal nossa, jamais. Nós queremos o bem da nossa cidade, trabalhamos dia e noite para que a cidade realmente seja mais calorosa, tenha um desenvolvimento social, humano, para que a gente possa ter realmente uma qualidade de vida na nossa Capital. Mas, no entanto, por orientações do próprio Ministério da Saúde que essas decisões estão sendo tomadas. E já existe o estudo para que a gente retome as atividades, tão logo isso passe. Está sendo muito conversado, é uma decisão que não pode ser tomada somente por nós, temos que ouvir a sociedade, porque há uma responsabilidade em cima disso. Como eu disse: ‘sem vida não se compra e não se vende. Em primeiro lugar a vida, depois a economia’. É claro que o Poder Público tem essa missão, esse dever de amparar as pessoas nesse momento. Estamos buscando aquelas pessoas em situação de vulnerabilidade para poder cuidar dessas pessoas e amenizar um sofrimento que não é nem do rico, nem do pobre, que é de todos. É claro que as pessoas que têm mais condições, tem uma diferença porque podem ficar isoladas no seu lar porque tem alimentação, tem tudo. Mas numa pandemia somos todos iguais, porque o ar pode faltar para um rico e para um pobre, porque vai chegar um momento que se não cuidarmos, não fizermos o isolamento, não tiver as devidas atitudes de cada um de se cuidar, de cuidar da sua família, pode chegar a um momento de colapso.

É o maior receio no momento? Um colapso na saúde?

Pode não ter respirador para todo mundo, pode não ter UTI para todo mundo e este é o problema. Esse diferencial é isso, que as pessoas as vezes não entendem que se todos ou maioria ficarem doentes ao mesmo tempo, chega-se a um colapso. Todos estão assistindo, os Estados Unidos foram devastados pela Covid. Um país de primeiro mundo e hoje está como os outros países, não tem máscara, não tem equipamento, não tem respirador, pessoas morrendo. Eu estava vendo situações em asilos que não estão indo nem buscar os idosos que estão morrendo nesses asilos. Então olha a situação que chega. É uma decisão muito difícil de ser tomada. A gente pensa em tudo isso, sou mãe, tenho filhos, então a gente se preocupa muito com tudo isso. Como mãe e primeira-dama quero cuidar dessa parte para que a gente possa ajudar o maior número de pessoas.

A decisão de Várzea Grande de retornar às atividades (já alterada) em relação ao funcionamento do comércio diferiu bastante da posição de Cuiabá. Chega a causar um transtorno, e é possível um alinhamento nesse cenário?

Na realidade acho que a prefeita Lucimar tem o mesmo espírito do prefeito Emanuel Pinheiro de cuidar da sua cidade. Não estou inteirada de quais são as ações que eles estão tomando efetivamente no município, mas acredito que a prefeita obviamente deve estar revendo e essas medidas de fiscalização que ela tem adotado, que sejam cumpridas.

Fundo Eleitoral: Se esse dinheiro é necessário nesse momento, acho que esses recursos devem ser destinados para isso.

Em relação ao ambiente das eleições. Justamente por conta desse campo de combate ao coronavírus, muitos defendem destinação de recursos do Fundo Eleitoral e Partidário para apoio à saúde. Como avalia?

Penso que tem que fazer o que precisa ser feito, literalmente. Se esse dinheiro é necessário nesse momento, acho que esses recursos devem ser destinados para isso. Acho que todo recurso nesse momento ele precisa ser, resguardada a sua responsabilidade, focado no combate ao coronavírus e na fome. Como empresária eu sempre falei que o Estado, seja federal, estadual e municipal, tem o dever de fomentar a economia. Só que nesse momento tem que ser feito isso (isolamento), porém, resguardada primeiramente a vida. E temos que tomar cuidado em relação a isso. Mas acho que se esse dinheiro é necessário para isso, agora é o momento de nos preocuparmos com as ações para resguardar a saúde, os profissionais de saúde, essas pessoas que estão à frente das ações da pandemia. As pessoas têm medo de pegar o coronavírus. Imagina esses profissionais da saúde, enfrentando tudo isso, colocando a sua vida em risco e de sua família, para poder salvar os outros. Se o dinheiro do Fundo Eleitoral for necessário para isso, acho que não tem porque não ser usado, até porque dinheiro se recompõe, tem outras medidas que podem ser tomadas, mas acho que tudo hoje tem que ser voltado para o bem da humanidade, das pessoas do nosso país, e os gestores tem que ter responsabilidade nisso para poder ajudar a população e salvar vidas. Isso que é importante: a vida.

Eu jamais vou falar para ele (Emanuel Pinheiro): você não vai ser (candidato à reeleição). Eu não posso fazer isso, porque é a vida dele.

O prefeito sempre faz questão de frisar a importância da sua decisão sobre a decisão dele em relação ao projeto político. A senhora já tem formulada uma posição sobre o eventual projeto à reeleição.

Primeiro que esse negócio de que, ‘ah ela manda’, eu nunca gostei disso. Procurei sempre ajudar o Emanuel como esposa, sempre, e vivo no meio político desde criança, considerando que meu pai nunca foi candidato mas sempre foi liderança de uma cidade, então convivo com a política desde pequena. Então vivo muito tempo isso e vivo até hoje. Só que o Executivo (gestão) é bastante pesado, completamente diferente do Legislativo. Tudo acaba sendo culpa do prefeito. Se tem um buraco é culpa do prefeito, se tem um esgoto é culpa do prefeito, tudo é culpa do prefeito. É uma responsabilidade muito grande. Você cansa um pouco disso. Na realidade, o Emanuel é que é o político, então é difícil. Eu jamais vou falar para ele: você não vai ser. Eu não posso fazer isso, porque é a vida dele. Quando casei com ele, ele já era político. Acho que não tenho esse direito. A gente conversa muito em família, eu, ele, o Emanuelzinho, o Elvis. A gente conversa, discute bastante sobre política, nossa vida, a gente conversa muito, tem muito diálogo sobre isso. Eu sempre falei que eu, Márcia, não gostaria, porque o Executivo como eu disse, é muito trabalho, diuturnamente, a gente não tem praticamente descanso, mas ele gosta do que faz, ele é apaixonado pelo que ele faz, é a vida dele.

O cuiabano é solidário e nesse momento temos que pensar na vida das pessoas, isso que é importante, cuidar uns dos outros, ter esse momento de união, porque só assim vamos superar tudo isso.

Preocupa a questão do desgaste à imagem do prefeito com os eventuais ataques políticos e que possa atingir a família?

Isso sempre houve, independente de qualquer fato, qualquer situação. Nunca numa campanha e ao Executivo, nunca foi fácil para ninguém. Quem tem medo de crítica não pode ser (candidato), então é preciso seguir adiante e lógico que é desgastante. Mas acho que quem está na vida pública não pode pensar assim, mas eu particularmente, eu Márcia, não gostaria. Mas também não posso pedir para o Emanuel para ele não ser candidato, porque é o que ele ama, é a vida dele. Ele sempre fala que está em lua de mel com a prefeitura, ele procura fazer o melhor. Só que a gente cansa. São 28 anos que estou na vida pública com ele, e a gente acaba desgastando. E por ser mulher, por ser mãe, a gente acaba sofrendo um pouco mais. Mas é uma decisão que ele deve tomar. Ele sabe a minha posição, eu disse que não gostaria, mas é ele que é o político, não sou eu. Gosto de frisar isso, e também que esse negócio de ‘ah, ela que manda, ela que faz’, não tem nada disso de ser mandona comigo não. Faço como toda mulher que apoia o marido, em qualquer profissão que a pessoa tenha. Até porque o casal deve ter os mesmos objetivos das mais diversas áreas, um tem que apoiar o outro. Senão não existe casamento. Mas quem tem que tomar a decisão é ele. Só que agora não é o momento, porque estamos focados em cuidar das pessoas. Política é lá para a frente, hoje não tem prioridade nenhuma, ninguém está pensando em reeleição em nenhum momento.

Recado à população.

Eu queria pedir para todos os que podem ficar em casa, tomar os cuidados básicos. Sei que não é fácil para ninguém ficar em casa, assistindo esse mundo sofrendo, enfrentando tudo isso, mas que as pessoas aproveitem esse momento para ficarem, mesmo distantes, mais juntos, que as famílias tenham diálogo. Acho que todo esse problema veio de alguma forma, por algum sentido. Não é à toa que esse vírus está aí, porque ao mesmo tempo que separa as pessoas também une. Pedir que as pessoas sejam solidárias, generosas, que cuidem dos idosos, quem puder ajudar, os vizinhos que possam ajudar os idosos indo ao mercado, pagando suas contas, comprar remédios. O cuiabano é solidário e nesse momento temos que pensar na vida das pessoas, isso que é importante, cuidar uns dos outros, ter esse momento de união, porque só assim vamos superar tudo isso. Se nós não tivermos união, acho que vai ser mais difícil. Então se tivermos união em todos os sentidos, largar de mão as desavenças, as brigas, acho que a gente vai conseguir superar isso com muita fé, com muito amor, vamos superar.

Fonte: Foco Cidade

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