Cabeleiro de Cuiabá envolvido na confusão com os jogadores do chile

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A experiência de poder cortar o cabelo de estrelas chilenas como Vidal, Vargas e Medel, por si só, já foi emocionante para o cabeleireiro Luís Fernando, mais conhecido como “Zeus”, segundo o site do salão para o qual trabalha.

O que ele não imaginava, porém, é que essa visita ao hotel onde a seleção do Chile está hospedada em Cuiabá (MT) se tornaria notícia mundial e geraria tanta polêmica.

Isso porque o profissional não estava na lista de pessoas liberadas para terem acesso aos jogadores, o que fez com ele furasse a bolha sanitária elaborada pela Conmebol, organizadora da Copa América. Com isso, uma multa de US$ 15 mil (cerca de R$ 76 mil) foi aplicada à federação chilena que, por sua vez, em nota oficial, admitiu o episódio e informou que multará os jogadores envolvidos.

Morador da capital mato-grossense, Luís Fernando chegou à concentração do Chile por intermédio de Rafael Gava, meia do Cuiabá, que o indicou para o atacante Vargas, atleta do Atlético-MG.

Em rápido contato com o UOL Esporte e ainda um tanto quanto assustado com a repercussão, o cabeleireiro garantiu que realizou um exame PCR antes de ir ao hotel e que o mesmo deu resultado negativo para a covid-19.

Posteriormente e já um pouco mais ambientado com o que se passava, Luís Fernandes relaxou em postagens em seus “stories” do Instagram e se ausentou de qualquer tipo de culpa pelo rompimento da bolha sanitária do Chile.

“Estou tentando entender ainda. Os jogadores tomaram multa pelo meu atendimento lá no hotel. No caso, eu não tenho culpa, mas os chilenos acham que eu tenho culpa, ficam me mandando mensagem, mas até agora não estou entendendo nada e também não estou ligando. Então pode botar o ‘pau pra torar'”, disse na gravação, usando uma gíria para expressar que podem continuar polemizando sobre o caso à vontade.

Já numa outra postagem, ele volta a garantir que realizou o exame PCR e que adotou todos os protocolos sanitários de segurança enquanto esteve no hotel.

“Sim, eu fiz o exame do PCR. Eu não estava com covid. Tomei toda cautela, usei máscara, álcool em gel, etc e etc. Eu tive o convite dos jogadores, não tenho culpa nenhuma, não sei porque os chilenos estão colocando a culpa em mim. Povo doido. Eu estou de boa. Não tenho como cortar obrigatório o cabelo de jogador”, justificou para depois concluir dando sinais de que está gostando dos “minutos de fama”:

“É isso aí, papai. Fale mal ou fale bem, o pai estourou. Esquece!”.

No Instagram de Luís Fernando é possível ver foto de seu fatídico dia cortando os cabelos de Vidal e Medel. Há também um animado vídeo (veja acima) onde o meia Pablo Aránguiz aparece dançando em cima da cama de um dos quartos do hotel enquanto outros três jogadores chilenos aguardam sentados e sorriem.

A reportagem tentou contato telefônico com o meia Rafael Gava, do Cuiabá, mas o jogador não retornou as ligações.

Polêmica agita hotel do Chile

No início da tarde de domingo a imprensa chilena passou a especular um suposto caso de indisciplina de jogadores do Chile durante a estadia em Cuiabá. Alguns veículos chegaram a publicar que atletas teriam feito uma festa no hotel com pessoas que não eram integrantes da delegação.

Os fortes rumores acabaram agitando o itinerário chileno, com uma presença fora do comum de jornalistas na entrada do Gran Odara Hotel, onde a seleção está hospedada. Além do , estavam presentes diversos veículos chilenos e também uruguaios, país adversário na partida de hoje (21), às 18h (horário de Brasília), na Arena Pantanal.

Pouco depois das 16h e já com a nota oficial da federação confirmando o episódio com o cabeleireiro, os jogadores começaram a descer para o ônibus que os levariam para o treinamento na capital mato-grossense. Eles aparentavam tranquilidade e ouviam “reggaeton”, estilo musical muito comum entre os países latinos. Vidal, por exemplo, chegou a acenar para curiosos que estavam próximos.

Depois do treino, concederam entrevista coletiva virtual o goleiro Cláudio Bravo, o lateral direito Isla e o técnico Martín Lasarte. Capitão da equipe, o arqueiro falou em nome do grupo e afirmou que os jogadores assumiam o erro.

“Logicamente somos conscientes de que estamos vivendo uma pandemia. Tivemos sorte de não ter contágio em nossa seleção, sabemos dos erros que cometemos e assumimos também as consequências, Também esclarecendo a situação que não treinamos ontem em condições normais porque foi para proteção. Decidimos trabalhar individualmente dentro do hotel. Então temos que deixar isso claro. Fora isso, a gente assume, sim, o erro. Todos nós assumimos as consequências dos nossos atos”, declarou o goleiro.

Já o técnico Martín Lasarte classificou a situação como um “erro grave”, mas questionado se houve outro episódio de rompimento da bolha sanitária além do que ocorreu com o cabeleireiro, o treinador negou com veemência.

“Não. A única situação que vivemos foi a do barbeiro”, frisou Lasarte.

O conversou com um integrante da delegação sobre as notícias publicadas no Chile de uma suposta festa ocorrida no hotel, e a pessoa limitou-se a dizer: “É porque ontem um monte de mulher se hospedou no hotel, porém não teve ligação alguma com os jogadores e não estiveram com eles. Mas aí acabaram inventando isso daí”.

No sábado (19) à noite, período em que os veículos chilenos afirmaram que aconteceu a tal festa, ocorreu um evento corporativo em um dos salões do hotel reservados para este tipo de ação.

Ontem, quando a reportagem foi ao local, funcionários ainda retiravam os adereços do evento, mas eles não souberam dizer qual era o nome da empresa que o realizou.

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