Luto, uma forma solitária de falar de amor*

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“A morte é a única certeza da vida. ” Quantas vezes você já ouviu isso? Mas a verdade é que na maioria das vezes não estamos preparados para ela. Perder um ente querido é sempre um sofrimento e seguir os rituais da despedida aliviam um pouco a carga emocional do momento de perda.

Atualmente, essa despedida está impossibilitada pela morte em decorrência da Covid-19. As pessoas hospitalizadas com a doença não podem ter acompanhantes, os velórios estão suspensos e os sepultamentos são feitos em 10 minutos, com caixões lacrados e a presença de poucos familiares.

“Neste contexto estamos vivendo sucessivas perdas: de pessoas, de paz, de liberdade. E com a perda tem o luto. O luto caracteriza-se por um período de profunda tristeza e apatia. Muda-se a rotina diária, impedindo-se assim a realização de atividades corriqueiras. Um processo complexo que envolve aprendizado, principalmente o de viver sem a pessoa que se foi”, explica a psicóloga da Rede de Cuidados Continuados da Unimed Cuiabá, Karla Verão.

Ela afirma que encarar a morte de um ente querido é uma mudança de vida, sonhos, planos e rotinas, mas que a morte não tem o poder de acabar com as lembranças construídas, as histórias vividas e com o amor por aquela pessoa.

O luto como processo natural de enfrentamento desenvolve-se em cinco fases, que não necessariamente ocorrem em uma ordem específica.

A negação envolve um processo de defesa, de não aceitar a perda. Nesta fase o mundo perde o sentido, a pessoa fica em choque.

A raiva é uma manifestação da dor da perda, com característica destrutiva, desagradável para a pessoa e quem está por perto, pois pode ser direcionada para amigos, familiares e Deus.

A barganha envolve pensamentos relacionados à reparação. A pessoa sempre se pergunta “o que poderia ter sido feito de diferente para evitar a perda”. É um processo não produtivo. A pessoa se perde pois, na pratica, nada pode ser mudado.

A depressão é uma fase intensa de tristeza. Onde a pessoa vivencia sentimento de tristeza, apatia e falta de motivação para as atividades do dia a dia.

A aceitação nesta fase não significa que está tudo bem, mas é a consciencialização da nova realidade e o entendimento de que  a vida continua, permitindo-se e adaptando-se ao novo cenário.

Luto por Covid o que fazer

É aconselhável buscar uma rede de apoio, sejam os amigos, uma religião e até mesmo uma conversa com um psicológico, caso você sinta necessidade de desabafar, de falar sem se sentir julgado ou de expor a sua dor a alguém conhecido.

É importante lembrar que não há vergonha alguma em chorar. Se for confortável, expresse a dor escrevendo, desenhando ou de alguma forma que te ajude a manifestar a sua tristeza.

Rede de Cuidados Continuados – RCC  

A Unimed Cuiabá disponibiliza, desde agosto do ano passado, o Ambulatório de Luto. O atendimento é individual e destinado aos clientes da Cooperativa.

O agendamento pode ser feito direto na recepção do Viver Bem Unimed Cuiabá ou pelos telefones (65) 3612-8848/ 3612-8849

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