Que loucura matar o próprio filho por amor…

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Presa pelo homicídio do filho de cinco meses em Sorriso (a 420 km de Cuiabá), Ramira Gomes da Silva, de 22 anos, confessou o crime e será indiciada por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O corpo do bebê foi encontrado por um cachorro em 17 de maio.

Ao delegado, Ramira confessou que matou o filho asfixiado no dia 14 de maio, quando ele estava dormindo em um carrinho de bebê. Seu objetivo, disse, era seguir com um relacionamento, já que o filho estaria atrapalhando essa relação.

Ela afirmou que, primeiro, tentou pressionar um travesseiro contra a cabeça do bebê, mas, depois de alguns minutos, notou que ele ainda estava respirando e chorando.

Em seguida, conforme o depoimento, a jovem fez uma nova tentativa com o travesseiro. Ela sufocou o filho por cerca de três minutos.

Depois deste tempo, ela pegou a criança no colo e constatou que ele não estava se mexendo ou respirando.

Braços e pés cortados

Ramira então colocou o corpo do bebê na pia da cozinha, onde ela cortou os braços e pernas para facilitar a ocultação do cadáver. Os membros da vítima foram colocados em latas de leite em pó e jogadas no lixo.

Ela contou que lavou a pia com um produto para limpar panelas e que jogou fora a roupa que usava no momento em que cometeu o crime, não se recordando se o vestido ficou sujo de sangue. Toda a ação foi finalizada no amanhecer do dia.

Por volta de 10h do dia seguinte, Ramira ainda foi ao mercado, onde comprou bicarbonato de sódio, álcool e água sanitária para limpar a cozinha. Depois, descansou no quintal da casa e chegou a ir ao dentista durante a tarde.

Fuga para o Amazonas. 

Depois de ir ao dentista, Ramira foi à rodoviária para checar o horário dos ônibus. De volta à casa no Bairro Benjamin Raiser, ela arrumou as malas e tomou banho. Por volta de meia-noite, foi de novo na rodoviária, onde comprou uma passagem para Cuiabá. Ela chegou na Capital na manhã de 16 de maio, quando comprou outra passagem, dessa vez para Porto Velho. No dia seguinte, chegou a Rondônia durante a tarde, onde dormiu na rodoviária e comrpou uma passagem de barco para chegar em Manaus.

Neste mesmo dia, recebeu mensagens de uma pessoa da família pedindo que ela explicasse a situação, já que o corpo do bebê já havia sido encontrado pela Polícia Civil. Ramira foi presa quando chegou na embarcação, na manhã de 18 de maio. Ela tem uma filha de dois anos que é criada pelos avós paternos. Natural do estado do Acre, ela morava em Sorriso desde fevereiro deste ano.

O delegado José Getúlio concluiu o inquérito nesta terça-feira, com o indiciamento da investigada por homicídio qualificado (meio cruel, motivo torpe, asfixia e impossibilidade de defesa da vítima) e ocultação de cadáver. A Polícia Civil segue a investigação para apurar se há envolvimento de terceiros no crime.

 

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